O desmatamento da Amazônia na prova do ENEM

A derrubada das florestas brasileiras tem sido freada para cumprir as metas de acordos internacionais de proteção o meio ambiente. Estima-se que a área que já foi devastada da Floresta Amazônica seja e torno do tamanho de três vezes o Estado de São Paulo, ou seja, 19% da mata nativa.

Faz 25 anos que o desmatamento na Floresta Amazônica não é tão baixo e essa queda vem ocorrendo desde 2005. Foi na década de 1960, durante os governos da era militar, que os projetos de desenvolvimento da região amazônica começaram a ser implantados. O governo considerava essa questão estratégica e de segurança nacional. Com essa mentalidade foi criada a Sudam (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste) ,a Zona Franca de Manaus, a construção da Transamazônica e a distribuição de terras aos colonos da região. Foi justamente o resultado desses projetos que estimulou a ocupação da floresta.

Após esses projetos ocorreu a intensa exploração de minérios no Pará, mais especificamente ferro em Carajás, bauxita em Trombetas e ouro em Serra Pelada. Nesse contexto surgiu um dos maiores nomes da preservação da floresta, o líder sindical Chico Mendes, membro do Partido dos Trabalhadores e da Central Única dos Trabalhadores. Esse seringueiro lutou pela preservação da floresta e das suas reservas para que as populações nativas pudessem viver do extrativismo.

Em 1988 Chico Mendes foi assassinado por fazendeiros e seu nome se tornou ícone mundial da luta pela preservação da natureza. Nesse mesmo ano o Brasil iniciou um programa de monitoramento do desmatamento da região amazônica feito pelos satélites do INPE, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

No início dos anos 2000 o governo federal começou a implantar corredores ecológicos na Amazônia e na Mata Atlântica. Esses corredores são faixas de vegetação que possibilitam que a fauna possa se deslocar, realizando trocas genéticas entre as espécies. O objetivo desses corredores ao preservar essas trocas genéticas é evitar o isolamento das espécies, fato que prejudica a sua preservação.

 Para garantir as melhores condições de vida para a população da região amazônica, é inevitável que ocorra a ocupação do território e a exploração de seus recursos. Aliás, esse é um direito inalienável do povo. Entretanto isso deve ser feito de maneira que ocorra equilíbrio entre melhoria de vida, exploração de recursos e preservação do meio ambiente.

Mas a questão é mais complexa, a melhoria de vida da população que esta atrelada à ocupação de terras juntamente com a preservação do meio ambiente têm ainda que estar de acordo com os  direitos dos índios e das comunidades ribeirinhas. Esses direitos, muitas vezes vão contra interesses econômicos que têm como base a exploração de madeira, da pesca, frutas, minérios e da biodiversidade.

Portanto, deve-se entender que conjugar todos esses interesses se coloca como um grande desafio ao Brasil e aos outros países fronteiriços que também abrigam parte da floresta amazônica.

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