Conflitos no mundo Pós-Guerra Fria

Publicado em 29/04/2013

Aproveitando o tema da seção Tudo a Ver, que traz a dica de um filme que retrata o cenário após a queda do muro de Berlim, vamos falar sobre um momento muito importante da história mundial, que retrata a Guerra Fria, o início do Capitalismo e o novo cenário geopolítico.

Primeiramente, precisamos compreender o que foi a Guerra Fria. Ela teve início devido à crise econômica que se instalou nos países socialistas, juntamente com a falta de democracia, o que gerou a insatisfação da população. Na década de 1980, a guerra perdeu sua intensidade e, em 1989 um ato simbólico marcou o fim das disputas econômicas, ideológicas e militares entre os Estados Unidos e a União Soviética, que foi a queda do muro de Berlim, o que reunificou a Alemanha Ocidental e Oriental.

 muro de Berlim

O presidente da URSS, por sua vez, Mikhail Gorbachev, implementou a Glasnost, que era uma reforma política, que priorizava a liberdade, e a Perestroika, que era a reestruturação econômica, no início de 1990. Isso prova que a União Soviética estava pronta para abandonar o socialismo, abrindo espaço para o capitalismo.

 Gorbachev

Os países que faziam parte da URSS retomaram sua independência política, acordos militares entre Estados Unidos e Rússia garantiram o início do processo de desarmamento nuclear e, sem a pressão soviética, outros países socialistas, como Polônia, Hungria, Romênia e Bulgária, implantaram mudanças políticas e econômicas, com o propósito de retomar a democracia e engajamento na economia de mercado.

 

Depois da Guerra Fria

 

O mundo pós Guerra Fria trouxe a sensação de que seria o fim do medo de uma guerra nuclear e das disputas armamentistas e ideológicas. Entretanto, o mundo em que vivemos hoje está repleto de conflitos étnicos e religiosos, além das disputas por riquezas naturais, lutas separatistas e atentados terroristas, o que compromete a paz entre diversas nações e deixa a segurança internacional sempre em alerta.

 

Passados mais de 20 anos do fim da Guerra Fria, outras guerras continuam surgindo. Atualmente, os Estados Unidos, uma das grandes superpotências políticas, econômicas e militar, constantemente é ameaçado pelo terrorismo e, para combater este problema, os valores investidos são mais altos do que a Corrida Armamentista, que aconteceu entre 1987 e 1988. De acordo com o Instituto Internacional de Pesquisas da Paz de Estocolmo, as despesas militares mundiais chegaram a US$1.531 trilhão, em 2009. Só os EUA é responsável por US$661 bilhões.

 

Nesse novo cenário Geopolítico que o mundo vive, os combates passaram a acontecer dentro dos países. Entre 2000 e 2009 apenas três guerras aconteceram entre Estados.

 

Os conflitos internos, entretanto, acabam se tornando guerras civis ou guerrilhas, que são grupos armados que buscam derrubar um governo por questões políticas. E nesse caso, chegamos aos grupos fundamentalistas, que buscam na religião a base da organização da sociedade. Atualmente, as correntes mais atuantes são as islâmicas, como a Al Qaeda, que era liderada por Osama Bin Laden.

 Osama_bin_Laden_portrait

Uma das principais marcas dos conflitos são os atentados terroristas, que se tornaram a arma principal de grupos rebeldes na luta contra o poder estabelecido. Os alvos sempre são cidades ricas, em todo o mundo, como Nova York, Londres, Madrid, Moscou, entre outras, ou locais que resultam em um grande número de mortos. Recentemente, o alvo foi a Maratona de Boston, no dia 15 de abril, onde três pessoas foram mortas e mais de cem ficaram feridas.

 Maratona de Boston - explosao

A guerra contra o terrorismo

 

Para amenizar os conflitos, tropas das Organizações das Nações Unidas, a ONU, marcam presença nestes locais com a missão de trazer a paz. Em 2010, mais de 100 mil militares internacionais atuavam em 15 missões de paz. O objetivo é garantir que os acordos de paz sejam implementados e monitorar o cessar-fogo. Entretanto, nos últimos anos, os militantes tiveram tarefas bem mais complexas, como, por exemplo, reestruturar a política, a economia e a questão social.

 Brazil.Congress.01

Além da ONU, existem as organizações não governamentais (ONGs) que estão presentes nas áreas de conflitos. Nos momentos difíceis, elas oferecem ajuda humanitária, como atendimento médico, fornecimento de remédios e roupas.

 

Desde a última grande operação militar internacional, realizada pelos EUA e ONU, em 1991, a Guerra do Golfo, as intervenções militares dos Estados Unidos são direcionadas pela guerra ao terror. Após o atentado de 11 de setembro, George W.Bush iniciou uma extensa ofensiva contra Estados e organizações acusadas de financiar o terrorismo mundial. Após o atendado, o país recebeu apoio da ONU para dar início a uma guerra contra o Afeganistão, que apoiava a Al Qaeda. Porém, outros alvos foram listados, acusados de possuir armas de destruição em massa: Iraque, Coreia do Norte e Irã.

 11 de setembro

Sem autorização da ONU, em 2003, os Estados Unidos abriu fogo, cristalizando  a chamada Doutrina Bush, que estipulava ataques preventivos a países que representassem ameça à superpotência, mesmo sem ter feito qualquer tipo de ataque conta o país. Uma das principais consequência desta doutrina, refere-se ao enfraquecimento da ONU como fórum multilateral.

 Afeganistão 2007

Podemos concluir, dessa forma, que as guerras continuam existindo, que o foco principal, durante a Guerra Fria era em relação ao capitalismo e às armas nucleares e, atualmente, os conflitos são baseados em questões religiosas, com grupos que pretendem impor suas crenças como a única verdade, e matar inocentes tornou-se um ato comum para eles. A guerra religiosa atrai jovens para um exército que cultua ataques terroristas como forma de derrotar os Estados Unidos. Entretanto, outros países e nações também se tornam alvo desses grupos.

 

Atualmente, além dos conflitos religiosos, a guerra nuclear voltou a ser cogitada, pois a Coreia do Norte iniciou uma dura campanha de ameaças e hostilidades contra os Estados Unidos e a Coreia do Sul.