Conflitos na Ásia

Publicado em 13/05/2013

Hoje, vamos falar da situação na Ásia, que também possui conflitos duradouros e que, aparentemente, não têm solução atualmente. Vamos compreender melhor.

Na Ásia Central temos o Afeganistão, que é cenário de guerra há 30 anos e seus protagonistas mudam de forma constante. Entre 1979 a 1989, o exército soviético ocupou o país para combater a resistência islâmica.

Nowruz_in_northern_Afghanistan-2011

Anos depois, em 1992, os guerrilheiros afegãos lutavam entre eles, quando a melícia extremista islâmica Taliban entrou em cena, e ficou no poder até 1996. Somente em 2001, a ofensiva dos Estados Unidos conseguiu derrubar o regime Taliban, que abrigava o grupo terrorista Al Qaeda, que era chefiado por Osama Bil Laden.

Desde então, o governo, que atualmente é liderado por Hamid Karzai, se aliou aos Estados Unidos, com o objetivo de traz paz ao país, juntamente com a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Hamid_Mir_interviewing_Osama_bin_Laden

Mas, infelizmente, o Afeganistão enfrenta o reaparecimento da guerrilha islâmica nas regiões sul e leste, que foi reorganizada com a ajuda do tráfico de drogas.

Em 2007, a indústria do ópio, obtido com o cultivo da papoula, foi responsável por mais da metade da economia local. O país oferecia 90% do ópio consumido em todo o mundo. A estimativa é de que, o Taliban fature, aproximadamente, US$ 100 milhões por ano com o comércio das drogas.

De acordo com o Instituto Internacional de Pesquisas da Paz de Estocolmo  2.388 ações de insurgência aconteceram em 2005 e, em 2009, esse número passou para 13 mil, apenas entre janeiro a agosto.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, alterou a estratégia ofensiva internacional contra o terrorismo, tendo o Afeganistão como prioridade. Ao anunciar a retirada militar gradativa do Iraque, Obama decidiu que iria enviar mais tropas ao Afeganistão e, em maio de 2010, o número de soldados norte americanos no país era maior do que no Iraque: 94 mil e 92 mil, respectivamente.

Afghan_history_from_2003-2008

Nas províncias sulistas de Helmand e Kandahar, o reforço militar americano é o pilar da ofensiva, pois são locais dominados pela guerrilha. Existem duas possibilidades para a guerra no Afeganistão: sucesso ou fracasso.

No Oriente Médio, por sua vez, há anos um conflito opõe os palestinos ao estado de Israel. Um ataque militar dos Estados Unidos, em 2003, no Iraque, derrubou a ditadura de Saddam Hussein, que foi de 1979 a 2003.

Atualmente, o Iraque segue com a ocupação das forças estrangeiras e enfrenta o desafio para superar as rivalidades entre sunitas, xiitas e curdos, que era abafada pela ditadura.

Dessa forma, podemos concluir que os conflitos na Ásia não serão amenizados facilmente. Isso porque, além de ser baseada na religião, a guerra, atualmente, conta com o apoio do tráfico de drogas, o que garante um bom dinheiro para que os guerrilheiros invistam em armamentos pesados, bombas e granadas, que são usadas nos ataques terroristas, que acontecem em todo o mundo.

800px-War_on_Terror_montage1

A verdade é que o trabalho na região será árduo, pois, além de tentar a paz entre os povos, é preciso combater as drogas, que vêm dominando todas as classes sociais e todo o mundo. Dificilmente veremos o fim do tráfico e do consumo de drogas, juntamente com o término dessa guerra religiosa.