Ano de vestibular, e agora?

Publicado em 08/05/2012

Estudar, acordar cedo, ir para a escola, ter aulas intermináveis com temas incompreensíveis, voltar para casa, estudar mais um pouco e, que horas é possível descansar? Essa é, basicamente, a vida de todos os alunos que não vêem a hora de chegar em casa e relaxar. Mas, para aqueles que estão em ano de vestibular, principalmente, praticamente não há descanso. Então, ao voltar do colégio, ao invés de estudar, muitos optam por assistir televisão, outros por jogar vídeo game e, quando você pára e analisa sua situação, percebe que está cheio de matéria acumulada para estudar.

N√£o √© incomum isso acontecer, muitos jovens "empurram com a barriga" os estudos. Por√©m, esse n√£o √© um problema que atinge apenas os estudantes, muitos adultos tamb√©m n√£o est√£o livres da chamada procrastina√ß√£o, que nada mais √© do que deixar de lado ou postergar para outro dia as obriga√ß√Ķes.

Mas, vestibular é coisa séria e, para passar em uma boa universidade é preciso dedicação. A pergunta que não quer calar, no entanto é: como vencer este problema?

Não é difícil, mas é preciso força de vontade. Primeiramente, tenha em mente o que você realmente quer, pois quando queremos algo há um motivo maior para se ir à luta. O caso mais comum é quando os pais pressionam os filhos para que passem em medicina ou direito e, o sonho do vestibulando é fazer design. Portanto, para não haver problemas, o correto é resolver essa questão o mais rápido possível e decidir o que realmente quer fazer.

O segundo passo refere-se à organização. Determine tempo para tudo, incluindo dormir o suficiente, comer e se divertir. Isso mesmo, é preciso ter um momento de lazer, estas coisas não podem ser retiradas da sua rotina. Entretanto, você não pode reservar um tempo maior para o lazer do que para o estudo. Para se organizar é preciso ter um planejamento, caso contrário a tendência em dedicar-se mais ao entretenimento é maior. Uma boa dica é montar um cronograma de tarefas e de diversão.

Lembre-se que, se todos os seus colegas levam quatro horas para realizar uma tarefa, voc√™ tamb√©m levar√° o mesmo tempo. Pessoas que deixam tudo para mais tarde possuem tend√™ncia her√≥ica, ou seja, acreditam que pode executar uma atividade em menos tempo que os demais. Por isso, antes de fazer seu planejamento, procure descobrir quanto tempo voc√™ leva, de fato, para fazer as coisas, para poder tra√ßar uma boa estrat√©gia, lembrando sempre de imprevistos e interrup√ß√Ķes.

Deixar tudo para depois acaba se tornando um hábito que, certamente, será levado para toda a vida, portanto, é preciso tentar estabelecer uma nova mania: começar as coisas já! Quando surgir um problema, disponha-se a resolvê-lo na hora, sem deixar para mais tarde, principalmente porque quanto mais enrolamos, mais complicadas se tornam as atividades.

Outra dica muito importante é afastar tudo aquilo que possa ser motivo de distração. Sendo assim, quando sentar para estudar deixe a televisão desligada e o celular longe. Para aqueles apaixonados por vídeo game, a solução é escondê-lo até finalizar suas atividades. O que é realmente importante é saber identificar aquilo que o atrapalha e livrar-se do mesmo.

Uma boa opção é tentar levar seus estudos como uma profissão, afinal, a preparação é para entrar em uma faculdade para que, futuramente, você seja um bom profissional. Então, como todo funcionário de destaque, cumpra os horários, dedique-se o máximo possível, seja organizado, faça cronogramas e os siga com seriedade. Tenha em mente que no trabalho você não poderá se dar ao luxo de sentir vontade de fazer as coisas.

Entretanto, o grande segredo √© aprender a gostar de estudar. Da mesma forma que precisamos aprender a gostar de certos alimentos, que sabemos que fazem bem √† sa√ļde, por exemplo, temos que encontrar uma forma de gostar de estudar. Com o tempo, vamos nos acostumando, at√© mesmo com as mat√©rias que sentimos mais dificuldade. Para isso, esforce-se para gostar delas. Se iniciamos uma atividade com pensamentos negativos, isso fica gravado na mente e passamos a acreditar nisso e, ao inv√©s de ser algo prazeiroso, vira uma tortura.