Alimentos Transgênicos

Publicado em 06/05/2013

Um tema muito polêmico, na atualidade, e que pode ser cobrado nos vestibulares e no ENEM, diz respeito à transgenia. Os alimentos transgênicos são responsáveis, em muitos casos, pelo desenvolvimento de doenças nos seres humanos o que gera uma grande discussão sobre o tema. Vamos juntos, compreender sobre o assunto?

 

Os alimentos geneticamente modificados são criados em laboratórios com a  utilização de genes de espécies diferentes de animais, vegetais ou micróbios. Os organismos alterados, por sua vez, sofrem alteração no seu código genético por métodos não naturais.

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Estas manipulações  das informações contidas no código genético são conhecidas como Engenharia Genética. O código é retirado da célula viva e manipulado fora dela, modificando, assim, a estrutura.

 

A partir do aprimoramento e o desenvolvimento das técnicas de obtenção de organismos geneticamente modificados, surgiram novos termos no nosso vocabulário: biotecnologia e biossegurança.

 

Biotecnologia: processo tecnológico de utilização de material biológico para fins industriais.

 

Biossegurança: ciência responsável pelo controle e por minimizar os riscos da utilização de diferentes tecnologias em laboratórios ou quando usadas no meio ambiente.

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Os alimentos transgênicos possuem vantagens e desvantagens. Os pontos positivos são: aumento da produção de alimentos, melhoria do conteúdo nutricional, desenvolvimento de nutricênicos, maior resistência e durabilidade na estocagem e armazenamento. Por outro lado, os pontos negativos são: aumento nas reações alérgicas, plantas que não são modificadas geneticamente podem ser eliminadas no processo de seleção natural, as transgênicas são mais resistentes às pragas e pesticidas, aumento de resistência aos pesticidas o que gera maior consumo deste tipo de produto e, apesar de eliminar pragas que prejudicam a plantação, o cultivo de plantas transgênicas pode matar populações benéficas como abelhas, minhocas, etc.

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Exemplo de países que usam os transgênicos: Estados Unidos (melão, soja, tomate, algodão, batata, canola e milho), União Europeia (tomate, canola, soja e algodão) e Argentina (soja, milho e algodão).

 

No final da década de 1970, alguns pesquisadores de todo mundo aprenderam a transferir genes de um organismo para outro, tanto animal quanto vegetal, alterando as características naturais. Dessa forma, foi possível criar porcos com menos gordura na carne, feijões com mais proteína nos grãos e soja resistente a herbicidas. Mas, em 1999, o lançamento da soja transgênica aqueceu a polêmica sobre a biotecnologia. Isso porque esta planta tem em suas células um gene que não faz parte do organismo de nenhum vegetal. Ele é retirado de uma bactéria chamada agrobacterium, que controla a fabricação de uma proteína, a EPSPS, que bloqueia a ação dos herbicidas. Dessa forma, é possível eliminar o mato sem prejudicar a planta cultivada.

 

Os críticos dos transgênicos afirmam que a ciência não tem controle sobre o funcionamento dos genes, sendo assim, as pesquisas devem ser aprofundadas antes de liberar outros produtos. A soja modificada traz o alerta de que a substância EPSPS possa provocar efeitos inesperados no organismo dos consumidores, tais como alergias e doenças. Apesar de ser preparado em laboratório para funcionar nas folhas e não nos grãos, que seria a parte comestível da planta, não há garantias de que essas atuarão apenas onde queremos.

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A biotecnologia é usada na indústria alimentícia e em outros ramos, como por exemplo, a produção de tecidos. Em 1999 foi lançado, nos Estados Unidos, um algodão que nasce colorido, verde, vermelho ou amarelo, de acordo com o interesse do produtor. A pesquisa avançada também acontece na modificação de organismo para produção de medicamentos. Na Escócia, os Instituto Roslin cria carneiros que, a partir de seu leite, geram uma droga para estimular a coagulação do sangue. Será usada para combater a hemofilia.

 

Depois que compreendemos melhor o tema, conseguimos entender a razão de opiniões distintas sobre a transgenia. Existem aqueles que são a favor, que enxergam o lado positivo dos transgênicos, afirmando que eles têm o intuito de trazer melhorias para os seres humanos.

 

Por outro lado, há aqueles que não acreditam em melhorias, e sim em problemas. Muitas pessoas associam doenças graves, como o câncer, citado no início desse texto, aos alimentos geneticamente modificados e afirmam que, por não termos certeza das verdadeiras consequências da transgenia, é preciso se afastar dela por completo.

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Qual a opinião de vocês sobre a transgenia?