Rio+20 - Terceiro Dia

O terceiro dia da Rio+20 foi muito importante, pois o Brasil assumiu a presidência da Conferência, após o encerramento oficial das reuniões dos comitês preparatórios, conduzidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). Neste período, os negociadores brasileiros irão apresentar sugestões para as metas, recursos e transferências de tecnologias limpas, tanto para os países emergentes, quanto  para aqueles que estão em desenvolvimento.

Com a presidência do Brasil, as negociações serão executadas pelos embaixadores André Corrêa do Lago, chefe da delegação brasileira, e com o secretário executivo do Brasil, embaixador  Luiz Alberto Figueiredo Machado, sob coordenação do ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota. A partir do dia 20, até o final da Conferência, a presidente Dilga Rousseff assumirá o comando nas reuniões.

Com isso, é preciso incluir, de forma detalhada, as questões relativas às definições de metas como comprimissos formais dos 193 países que integram as Nações Unidas, no que se refere ao desenvilvimento sustentável, garantia de recursos para a execução das propostas e meios para assegurar transferências de tecnologias limpas. Este será um dos grandes desafios para o Brasil, principalmente porque há dificuldades nas negociações que envolvem interesses políticos e econômicos, pois a prioridade dos países desenvolvidos são diferentes das apresentadas por aqueles que estão em desenvolvimento.

Os países mais ricos alegam não ser possível estimar aumento de recursos no momento em que há  o agravamento da crise econômica internacional, o que interfere nas definições de metas. Outro ponto que tem trazido dificuldades diz respeito à transferência de tecnologias limpas.

Nesses primeiros dias, a crise econômica internacional foi muito mencionada e usada como argumento para a não definição de diversas metas, isso porque os países desenvolvidos não podem se comprometer com ajuda financeira para apoiar o desenvolvimento sustentável de países pobres.

Entretanto, o grupo do G-77 (representante de mais de 130 nações em desenvolvimento) e a China querem que os países ricos se compromentam com valores e metas que necessitam de sua ajuda. Dentre as propostas, a criação de um fundo global de apoio ao desenvovilmento sustentável foi cogitada, com meta de financiamento de US$30 bilhões anuais até 2017 e US$100 bilhões anuais a partir de 2018, é a principal.

Se não há garantia de que os planos de desenvolvimento sustentável possam ser colocados em prática, não faz sentido debatê-los, não é mesmo? Vamos acompanhar os próximos dias para saber como esta questão delicada será debatida.

Cúpula dos Povos

No terceiro dia da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, deu-se início à Cúpula dos Povos, um evento organizado por mais de 50 ONGs de todo mundo, que tem como objetivo atrair, aproxidamente, 25 mil pessoas ao Aterro do Flamengo, que fica na Zona Sul do Rio de Janeiro.

A intenção é mostrar a mobilização da sociedade civil e as iniciativas de sucesso realizadas na área de sustentabilidade. Até 23 de junho, serão realizadas atividades em 60 tendas montadas no local, incluindo debates, seminários, palestras e oficinas. 

 

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