Rio+20 - Segundo Dia

O segundo dia da Conferência Rio+20 abordou questões divulgadas na abertura do evento, principalmente no que diz respeito às negociações, que tiveram início a partir de uma proposta dos países em desenvolvimento para criação de um fundo de US$ 30 bilhões por ano para garantir o desenvolvimento sustentável, que será colocado em prática em 2013.

Esta proposta foi elaborada pelo G77, que reúne 130 países pobres e emergentes, entre eles o Brasil. A sugestão foi adicionada no texto base da Conferência "O Futuro que Queremos" e este promete ser um dos debates de maior repercusão da conferência, portanto, fiquem atentos!

Falando em dinheiro, no dia 13, a presidente Dilma Rousseff disse, durante seu discurso, que a crise não deve servir de desculpa para um retrocesso ambiental e que os países desenvolvidos, principalmente os europeus, mais afetados pela crise, estão resistindo, em todas as negociações internacionais, a se comprometer com mais verbas públicas do que o 0,7% do PIB, prometido desde 1992, para colaborar com o desenvolvimento. O exemplo citado, diz respeito à inclusão na conta de seus dispêndios ambientais empréstimos e investimentos de empresas europeias em tecnologia limpa. Entretanto, a proposta do G77 é vista como pouco realista pelos negociadores, que a tem como um instrumento de barganha. 

O secretário-geral da Conferência, Sha Zukang, por sua vez, evitou falar sobre a proposta, que de acordo com o mesmo, deve ser amadurecida, pois há custos envolvidos e a UE (União Europeia) poderia usar o financiamento como moeda de troca para criar uma agência ambiental independente na ONU, o que opõe as opiniões dos emergentes.

 

Cultura

A Rio+20 também conta com uma programação cultural, que foi oficializada na noite desta quarta-feira (13/06), pela Ministra da Cultura Ana de Hollanda, no Galpão da Cidadania.

A cultura tem capacidade de transforar conceitos e mudar o comportamento da sociedade, além de permitir falar de valores de forma lúdica e criativa, o que se encaixa perfeitamente no tema central da Conferência: desenvolvimento sustentável.  

O Ministério da Cultura irá apresentar sua programação cultural em dois locais: Galpão da Cidadania, onde acontecem os debates; e o Armazém da Utopia, que apresenta o musical Havana Café, todos os dias, a partir das 18h30.

 

Atividades Paralelas

No segundo dia da Rio+20, diversas atividades paralelas e definições no texto preliminar sobre o tema principal foram discutidos pelos chefes de Estado e de governo.

Organizações não governamentais (ONGs) e integrantes da sociedade civil debatem alternativas para assegurar qualidade de vida no planeta.

Ao longo do dia, aconteceram discussões sobre clima, desmatamento e tecnologias para garantir a sustentabilidade em negócios e melhorias para as populações futuras.

A ONG WWF apresenta a proposta Água Brasil e Família de Pegadas, com o objetivo de alertar sobre a necessidade de agir para que as propostas sejam executadas.

A Fundo Vale (da Vale) e a Fundação Roberto Marinho, juntamente com o Serviço Florestal Brasileiro, lançam o projeto Florestabilidade. A ideia é mostrar a importância econômica, ambiental e social do manejo florestal no país, que tem a maior área de floresta contínua do mundo: a Amazônia.

 

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