Rio+20 - Quarto e Quinto Dia

Hoje faremos um resumo do final de semana da Rio+20. No dia 16 de junho, a discussão sobre a criação de um fundo para a sustentabilidade, a partir de 2013, foi analisada pelos negociadores e concluiu-se que os países ricos foram os vencedores, pois a possibilidade foi excluída. Países como Estados Unidos, Canadá, Austrália, entre outros, eram contra, enquanto o Brasil defendia a proposta, juntamente com outras nações em desenvolvimento.

A decisão em criar ou não o fundo foi adiada, pois representantes de várias delegações afirmaram que o momento econômico e político, pelo qual estão passado, é desfavorável ao debate. São diferentes motivações, entre elas as disputas políticas internas, como é o caso dos Estados Unidos que está em período de campanha eleitoral.

De acordo com Antonio Patriota, Ministro das Relações Públicas, a redução de páginas do projeto deu-se pela complicação de propostas consensuais e, segundo Luiz Alberto Figueiredo Machado, Secretário Executivo da Delegação do Brasil na Rio+20, as repetições e duplicações foram retiradas, o que colaborou com a diminuição do número de páginas da proposta.

Entretanto, os negociadores explicaram que o rascunho, que circulou nas salas do Riocentro (local onde o evento está sendo realizado), será menos específico do que o esperado pelos representantes dos países em desenvolvimento e mais amplo do que defendiam os países mais ricos.

No sábado (16/06), também foi apresentado pela delegação do Brasil, que assumiu o comando das negociações da Conferência, um documento consolidado sobre o que foi acordado, até o momento, entre as delegações dos 13 países que participam do evento. Aproximadamente, 38% das propostas foram negociadas, por outro lado, as divergências ainda são intensas e estão diretamente ligadas a recursos e conceitos básicos.

No quarto dia da Conferência, dez ONGs, juntamente com o Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), lançaram um documento analisando e criticando a agenda ambiental brasileira desde a Eco-92. De acordo com ambientalistas, as políticas de prevenção em nosso país retrocederam, ao invés de avançarem. O exemplo mais recente diz respeito ao Código Florestal Brasileiro, que tramita no Congresso após veto da presidente Dilma Rousseff. 

No domingo, dia 17 de junho, aconteceu o encontro do samba com os cânticos indígenas, na quadra do bloco Cacique de Ramos, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O prefeito da cidade, Eduardo Paes, e o presidente do bloco, Ubirajara Nascimento, receberam com honrarias os índios das etnias Xerentes (MT), Caiapó (PA) e Parecis (MS).

Eduardo Paes também confirmou neste domingo, que as 60 maiores cidades do planeta, grupo conhecido como C-40, irão anunciar, no próximo dia 19 de junho, metas para reduzir a emissão de gases de efeito estufa. De acordo com ele, não adianta apenas os chefes de Estado tomarem decisões, e o restante não, todos devem fazer sua parte.

Sem antecipar a meta de redução, estimada em 20% da atual, o pefeito do Rio de Janeiro informou que o anúncio será feito pelo prefeito de Nova York, Michael Blommberg, durante um evento no Forte de Copacabana. A meta de redução dos gases tóxicos pelas grandes cidades é uma soma aos compromissos assumidos pelos chefes de Estado na conferência das Nações Unidas.

A ONU (Organização das Nações Unidas) também anunciou, no quinto dia da Conferência, uma nova forma de avaliar o desempenho econômico dos países, com o diferencial de que os recursos naturais também serão somados à conta.

Chamada de IRI (Índice de Riqueza Inclusiva), a métrica inclui áreas agrícolas, florestas, combustíveis, fósseis e reservas minerais, no cálculo do crescimento econômico do país, com o intuito de auxiliar a análise do desempenho da economia dos países a longo prazo.

Foram analisados o IRI de 20 países dos cinco continentes entre 1990 a 2008. Juntos, eles somam 56% da população mundial e 72% do PIB do mundo. O Brasil ocupa o quinto lugar na média de crescimento do índice per capita nos 19 anos avaliados, empatando com Japão e Reino Unido.

 

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