O que é mensalão

Escândalo do Mensalão é a maior crise política do governo Lula.

Em 14 de maio de 2005 a imprensa divulgou um vídeo no qual o ex Chefe do DECAM/ECT, Maurício Marinho solicitava e recebia vantagem para beneficiar um falso empresário. Na gravação, Marinho falou a respeito do esquema de corrupção de agentes públicos existente no Correios e referia-se a Roberto Jefferson como o homem por trás do esquema.

Acuado com a denúncia, o então Deputado Federal expõe com detalhes o escândalo do qual fazia parte, indicando que parlamentares da "base aliada" recebiam uma “mesada” de R$ 30 mil para dar apoio ao Governo Federal. Os “mensaleiros”, seriam do PL (Partido Liberal), PP (Partido Progressista), PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) e do próprio PTB (Partido Trabalhista Brasileiro). De acordo com Jefferson, o que se denominou como "mensalão" era um termo comum nos bastidores da política.

Em abril de 2007 os crimes de formação de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, gestão fraudulenta e evasão de divisas fizeram com que os denunciados passassem à condição de réus. Diversas empresas também foram apontadas como fonte de recursos para o mensalão, entre elas: Banco Opportunity do banqueiro Daniel Dantas e a DNA Propaganda administrada por Marcos Valério.

Entre os responsáveis pela compra dos votos e suborno por meio de cargos em empresas públicas estão José Dirceu, Ministro da Casa Civil na época, suposto chefe do esquema e Delúbio Soares, tesoureiro do PT, que realizava o pagamento aos “mensaleiros”. Existem indicações de que o grupo também teria saldado dívidas do PT.

Marcos Valério, dono de agências de publicidade que tinham diversos contratos de trabalho com órgãos do governo, seria o operador do Mensalão. Sua função era arrecadar dinheiro junto a empresas estatais e privadas e em bancos, por meio de empréstimos que jamais foram pagos. Esse esquema foi denominado de “valerioduto”.

José Genoino (presidente do PT), Sílvio Pereira (Secretário do PT), João Paulo Cunha (Presidente da Câmara dos Deputados), Ministro das Comunicações, Luiz Gushiken, Ministro dos Transportes, Anderson Adauto e o Ministro da Fazenda, Antonio Palocci são outros nomes importantes apontados como participantes do esquema. Todos foram afastados de seus cargos no governo.

Somente em agosto de 2007, o Supremo Tribunal Federal acatou a denúncia da Procuradoria Geral da República abrindo o processo contra quarenta envolvidos no escândalo do Mensalão. O julgamento esta em andamento em Brasília.

O Presidente do Brasil em reunião ministerial em 12 de agosto de 2005 se pronunciou a respeito dos fatos: ..."Eu me sinto traído por práticas inaceitáveis. Indignado pelas revelações que chocam o país, e sobre as quais eu não tinha qualquer conhecimento"..."Não tenho nenhuma vergonha de dizer que nós temos de pedir desculpas. O PT tem de pedir desculpas. O governo, onde errou, precisa pedir desculpas"

 

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