Julgamento dos policiais envolvidos no Massacre do Carandiru

O massacre do Carandiru é considerado a maior tragédia carcerária da história no Brasil. Teve início com uma briga entre prisioneiros no Pavilhão 9 da Casa de Detenção de São Paulo quando estes jogavam futebol, por volta das 16 horas. Em pouco tempo, a briga se espalhou e os agentes penitenciários não conseguiram controlar a rebelião. A Polícia Militar, liderada pelo Coronel Ubiratan Guimarães, foi chamada para acalmar os rebelados. Após algumas tentativas frustradas de negociações com os detentos, o Coronel Ubiratan decidiu chamar as forças especiais da Polícia Militar (ROTA, GATE, COE). O presídio foi invadido às 16 horas e 30 minutos, do dia 2 de outubro de 1992. A primeira ação da polícia foi apagar o fogo que os detentos haviam provocado na entrada. Após meia hora, a polícia conseguiu controlar o pavilhão, mas para isso houve um massacre que resultou na morte de 111 detentos, além de 23 policiais feridos.

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O julgamento

 

O coronel Ubiratan Guimarães, que liderou a ação dos policiais no massacre dos detentos, foi julgado e condenado em 2001, mas conseguiu, em segunda estância, ser absolvido em 2006. Os policiais que participaram do massacre deveriam ir a julgamento em janeiro de 2013, mas o julgamento teve dois adiamentos. Depois de 20 anos de espera, a primeira parte do julgamento dos policiais iniciou-se no dia 15 de abril deste ano e terminou na madrugada do dia 21 de abril, com a condenação de 23 policiais a 156 anos de prisão em regime fechado pela morte de 13 detentos no primeiro andar do Carandiru, três policiais foram absolvidos. Os condenados poderão recorrer em liberdade. De acordo com o Juiz José Augusto Nardy Marzagão, espera-se que até o fim de 2013 todos os réus sejam julgados.

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