Entendendo o Julgamento do Mensalão

Pessoal, estamos na reta final para os vestibulares e para o Enem! Mas isso todo mundo já sabe. Entretanto, muitas coisas podem ser cobradas, assuntos do nosso dia a dia sempre são relembrados, principalmente nas redações. Por isso, vamos ajudar vocês e fazer um apanhado geral sobre o Julgamento do Mensalão, que está sendo comentado dia a dia em jornais, revistas e sites. Vamos juntos, compreender como tudo isso começou?

Em 2002, após a eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marcos Valério procurou a alta cúpula do PT e sugeriu uma forma de angariar recursos para conquistar apoio político, para o partido, no congresso e para sanar as dívidas da campanha. José Dirceu recebeu o título de “chefe da quadrilha”, enquanto José Genoíno era o interlocutor de Dirceu nas negociações. Delúbio Soares, por sua vez, sacou R$550 mil e indicava para Marcos Valério o nome dos beneficiados.

Rogério Tolentino se tornou um sócio informal de Valério e era dono de uma empresa de advocacia. Ele foi beneficiado com R$10 milhões do BMG. Simone Vasconcelos, Geiza Dias (responsável pela distribuição), Cristiano Paz (responsável pelos empréstimos) e Ramon Hollerbach (responsável pelo desvio de contratos públicos) eram sócios das empresas de Marcos Valério, a DNA, Grafitti e SMPeB. A Grafitti recebeu R$10 milhões de empréstimo do Banco Rural e a SMPeB recebeu R$19 milhões de empréstimo do Banco Rural e R$1,07 milhão da câmara. Com este quadro, Marcos Valério monta o valerioduto de acordo com esquema de desvio de dinheiro público e financiamento irregular do mensalão mineiro, que aconteceu em 1998.

Henrique Pizzolto desviou R$2,9 milhões do Banco do Brasil para a empresa DNA. João Paulo Cunha trabalhava para Hollerbach, e Luiz Gushiken teria ajudado no repasse das verbas. Marcos Valério e seus sócios (citados acima) desviaram dinheiro de contratos que suas agências têm com o Banco do Brasil e a Câmara dos Deputados. Depois fizeram empréstimos fictícios no Banco Rural para esconder a origem do dinheiro. Os diretores do banco Kátia Rabelo e José Roberto Salgado, por sua vez, receberam benefícios do governo federal. Ayanna Tenório e Vinícius Samarane não avisaram ao Banco Central sobre as irregularidades. Neste cenário, Cristiano Paz repassou R$73,8 milhões do Visanet e desviou R$2,9 milhões do Banco do Brasil. João Paulo Cunha sacou R$50 mil do Banco Rural e repassou para Hollerbach e Luiz Gushiken sacou R$326 mil para repassar a Henrique Pizzolato.

O PT indicou aos funcionários das agências que passassem para o Banco Rural a lista com os nomes daqueles que iriam sacar o dinheiro na boca do caixa, como se fossem fornecedores da empresa. Foram criadas contas no exterior para repassar o pagamento de contas atrasadas da campanha do Partido dos Trabalhadores.

José Roberto Salgado, direto do Banco Rural viabilizou a remessa ilegal, sacou R$11,2 milhões e repassou para Duda Mendonça e Zilmar Fernandez, marqueteiros de Lula em 2002.

Após passar por este esquema, o dinheiro era lavado de diversas maneiras. A corretora Bônus Banval e as empresas Natimar e Guaranhuns são usadas para repasse ao PP, PT e o extinto PL. No final, os parlamentares votavam em projetos favoráveis ao governo e, de antemão, Marcos Valério mantinha os contratos com o governo. Breno Fischberg e Enivaldo Quadros, sócios da Bônus Banval receberam R$10 milhões. Anderson Adauto era chefe de gabinete e José Luiz Alves foi quem apresentou o esquema ao PTB. Os assessores de ambos sacaram R$950 mil. 

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