Construção com garrafas PET

Você já imaginou uma casa feita de garrafas PET? Pois é, está é uma alternativa que, além de ser sustentável, tem baixo custo, e sua execução é viável dentro da construção civil. Desta forma, muitas pessoas melhoram de vida e não agridem o meio ambiente.

Esta solução serve para dois problemas que assolam diversos países: falta de moradia e a quantidade de garrafas plásticas deixadas sem destino adequado. Sendo assim, a DARE (Associação de Desenvolvimento de Energias Renováveis), ONG da Nigéria, propôs uma solução criativa, que tem como objetivo amenizar os dois problemas citados: construção de casas com garrafa PET e areia.

Na Nigéria, mais de 18 milhões de pessoas não possuem moradia digna e, diariamente, descarta três milhões de garrafas plásticas. A DARE está agindo em parceria com a ONG Africa Community Trust, que tem sede em Londres, e visa substituir os tijolos por garrafas e areia. Depois de preenchidas com areia, as PET são compactadas com uma camada de barro e cimento, auxiliando na estruturação da casa.

O projeto passou a ser executado em junho de 2011 na Nigéria, porém, esta iniciativa teve origem na Índia e na América Latina, no início dos anos 2000. Apesar de, inicialmente, ser estranha e causar preocupação sobre sua eficiência e durabilidade, as casas de garrafa PET também utilizam cimento, para que os alicerces sejam feitos de concreto, garantindo a estabilidade da edificação, e a areia, por sua vez, que  preenche as garrafas é peneirada, facilitando sua compactação.

Outra vantagem das casas é que elas são resistentes ao fogo, balas e terremotos, além de serem capazes de manter uma temperatura interna de 18°, o que é agradável em um país tropical.

Foram construídas 25 casas em um terreno doado por um empresário ambientalista. Cada uma delas possui quarto, sala, banheiro, cozinha e um pátio. No total, são necessárias 7.800 garrafas plásticas, que possuem 58 m² e custa, aproximadamente, US$ 12.700, o que representa um terço do valor de uma construção convencional. A areia usada na construção é 20 vezes mais resistente do que tijolos. O objetivo da DARE é construir um prédio de três andares e uma escola para crianças de rua.

No Brasil, um projeto parecido também foi colocado em prática pelo eletricista Antônio Duarte, juntamente com pesquisadores da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Eles também desenvolveram uma casa com garrafas plásticas, porém, a diferença está na forma de como a PET é usada.

Com o nome de Eco Casa, as paredes são moldadas em formas feitas de madeira e chapa de aço. Em seguida, as garrafas são acomodadas entre a mistura de cimento e areia, formando uma "parede-sanduíche", que são colocadas no chão, em uma camada de 10 cm de cimento. Para cada metro quadrado, são usadas 21 garrafas de dois litros.

Em 2009, a primeira casa foi fabricada e, com o desenvolvimento do processo, hoje, é possível construir a casa em apenas cinco dias, usando as paredes pré-moldadas. Outra vantagem da construção de casas de garrafas plásticas diz respeito ao aproveitamento de água. A diferença entre a construção brasileira e a da DARE, é em relação ao acabamento da fachada, que aqui fica com um aspecto convencional, na Nigéria, após finalizada a casa, é possível ver o fundo das garrafas.

Já foram construídas 11 casas populares com 50 m² e uma de 1106m². O projeto representa uma economia que varia de 40 a 50% em relação ao modelo tradicional.

Compartilhar?

Comentários

Não existe nenhum comentário para esta aula até o momento!