Bóson de Higgs

Provavelmente, a galera que está antenada ouviu, recentemente, notícias sobre o Bóson de Higgs e, muitos devem ter se perguntado o que é isso. Aqueles que não ouviram falar ainda, também devem ficar ligados neste assunto. Vamos explicar tudo para vocês, confiram.

O Bóson de Higgs, também conhecido como "partícula de Deus", é uma das teorias mais aceitas para explicar a organização do universo, porém, não é a única. De acordo com ela, as partículas formam átomos, matéria que existe, e as forças agem sobre ela. O modelo padrão pede que a matéria seja composta por 12 partículas: seis tipos de quarks, e seis tipos de léptons. De acordo com o modelo, quarks e léptons são indivisíveis. Além dessas partículas, ele reconhece quatro forças fundamentais: gravitacional, eletromagnética, forte e fraca. Cada uma delas tem uma partícula correspondente, que atua sobre a matéria.

Entretanto, este modelo afirma que as partículas não têm massa inerente, pois, na verdade, elas ganham massa quando passam pelo campo de Higgs. Algumas passam por ele, sem interagir, ou seja, continuam sem massa. Por outro lado, outras partículas ganham massa e, quanto mais elas interagem com o campo, mais pesadas ficam. Mas, e onde fica este campo? Simples, em todo o universo.

O Campo de Higgs surgiu há um trilionésimo de segundos após o Big Bang, quando todas as partículas criadas não possuíam massa e eram todas iguais. Após o esfriamento do universo, o campo se criou e passou a dar massa às partículas. Porém, como todo campo de força, ele precisa ter uma partícula correspondente e, neste caso, chama-se Bóson de Higgs, fundamental para a física quântica.

E porque é conhecida como "partícula de Deus"? Você deve estar se perguntando. Tudo começou quando o físico Leon Lederman, que ganhou o Prêmio Nobel, divulgou, em 1993, um livro dedicado ao bóson Higgs, com o nome "A Partícula de Deus: Se o Universo é a resposta, qual é a pergunta?”.

De acordo com o livro, o bóson de Higgs é capaz de resolver tantos problemas da física, que só poderia ser conhecido como uma partícula divina. Mas, o nome inicial era "partícula Maldita", entretanto, o editor do livro não gostou da sugestão de Lederman e alterou para "partícula de Deus".

Esta expressão passou a ser muito utilizada pela mídia e, criticada, por muitos cientistas por diferentes razões, isso porque há quem acredite que com este nome, cria-se um debate religioso onde não há.

Apesar de existir há mais de cinquenta anos, até hoje, ninguém conseguiu provar de forma empírica a existência de bóson Higgs. Muitos cientistas procuram, por meio de colisores de partículas, provar a existência de bóson.

Os estudos aprofundados parecem provar que o bóson Higgs não existe de fato, e, se for assim, os cientistas irão parar de procurar por ele este ano. Se for percebida a falta de eventos em toda a faixa de massa, será desfavorecida a presença do modelo de Higgs.

Caso a existência do bóson de Higgs for confirmada, restarão ainda muitas dúvidas. Ele explica a matéria, objeto central do modelo padrão, mas e o restante? Acredita-se que apenas 4% do universo é matéria: o restante seriam matéria escura e energia escura, que podem ser ainda mais difíceis de serem observadas. 

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