A renúncia de Bento XVI

No último dia 11 de fevereiro de 2013 o papa Bento XVI renunciou seu papado, o que trouxe surpresa para os católicos de todo o mundo, isso porque não é comum um papa abrir mão de seu mandato, normalmente a sucessão acontece quando o pontífice que está no comando morre.

O último caso de que se tem notícias envolvendo renúncia aconteceu no século XV, com o papa Gregório XII. No total, de acordo com especialistas, foram apenas 22 papas que renunciaram seus cargos.

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Joseph Ratzinger, 85 anos, porém, pediu a renúncia por sentir-se debilitado fisicamente para seguir executando as funções exigidas.

Dessa forma, por se tratar de um ato incomum, esse pode ser um tema de vestibular ou, até mesmo, do ENEM, tanto na disciplina de história, quanto nas redações.

Conheça alguns fatos históricos que você deve saber e entender.

A igreja Católica

O catolicismo se tornou a religião oficial do Império Romano em 390 d.C., quando o imperador Teodósio I se aproximou dos cristãos, isso porque Constantino havia autorizado os cultos cristãos em 313.

É importante lembrar que a divisão da Igreja Católica aconteceu em 1054, quando foi criada a Igreja Romana e a Igreja Ortodoxa Bizantina e ficou conhecido como O Grande Cisma do Oriente

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Durante a Idade Média, a Igreja passou a ser o centro do poder da Europa Ocidental, e se aliou aos povos bárbaros, onde participou de Impérios, como o Sacro Império Romano-Germânico. Neste período, a Igreja tinha como objetivo tentar controlar a população europeia, por meio da doutrina e da dominação econômica, tendo em vista que era a maior proprietária de terras.

Foi nessa época que criou-se o Tribunal da Inquisição, uma das formas encontradas para reprimir aqueles que pensavam de forma diferentes de seus dogmas. A Reforma Religiosa também faz parte dessa história, sempre lembrando dos principais formadores: Martinho Lutero e João Calvino.

O Vaticano, por sua vez, surgiu em 1929, com o Tratado de Latrão, onde o ditador italiano Benito Mussolini entregou um pequeno território de Roma para ser sede do Estado do Vaticano.

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Até hoje, o regime político do Vaticano é a monarquia, onde o chefe é o papa, que exerce suas funções até o fim da vida. Sendo assim, a renúncia de Bento XVI, além de ter sido inusitada, também gerou rumores sobre a decisão, onde muitos acreditam que o maior motivo foram os fatores políticos pela disputa de poder do Vaticano, indo além da declaração de problemas de saúde do ex pontífice.

O mandato de Joseph Ratzinger teve início em 2005 e, ao escolher os membros dos postos-chaves da administração, Bento XVI desagradou outros grupos e, para piorar, ele adotou uma forma diferente para a nomeação dos cargos, indo contra ao que se fazia tradicionalmente no Vaticano. 

Durante o papado de João Paulo II, Ratzinger era considerado um grande teólogo. Por defender a visão ortodoxa em relação à religião, ele conseguiu liberar, novamente, a celebração de missas em latim. Ele também deu menos atenção aos problemas sociais. Mesmo apoiado por vários grupos, sua postura resultou no combate à Teologia da Libertação, uma vertente da Igreja Católica, com visão progressista que ganhou força em meados da década de 1960.

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O conservadorismo e a ortodoxia, entretanto, foram contraste de diversas denúncias que envolvem membros da Igreja Católica em todo o mundo. Os casos de pedofilia cometidos   são um exemplo.

Alguns jornais chegaram a afirmar que a renúncia de Bento XVI foi consequência da descoberta de uma rede de prostituição que funcionava dentro do Vaticano. Em 2012, uma série de documentos oficiais do Vaticano vazaram e expuseram os bastidores do Estado Católico. Essa situação ficou conhecida como Vatileaks. O autor da divulgação dos documentos foi o mordomo do pontífice, que chegou a ser preso.

Por todos estes fatos, é bem provável que o tema seja abordado em algumas provas e até mesmo no ENEM. Fiquem ligados!

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